(DES)ENCONTRO
sexta à noite. um dia terrível. cheio de confusões, pequenas tragédias e muito cansaço. o trânsito de modo geral já confuso , numa noite chuvosa torna-se completamente caótico. finalmente chego em casa. a porta excepcionalmente destrancada. droga, a empregada esqueceu aberta. foda-se. na escuridão vou até o armário de bebidas, derrubo no copo uma boa dose de whisky e tomo um gole monumental. como se para engolir todos os sapos do dia de uma só vez. vou deixando as roupas pelo caminho e chego até o banheiro. ligo o chuveiro e acendo algumas velas espalhadas sobre a pia. mais um gole de whisky e entro no box. a água quente escorrendo e levando embora o suor e as lágrimas do dia. olhos fechados, musica ao longe. vejo , de repente, um homem nas sombras. olhando fixamente para mim. minha surpresa é tamanha que eu continuo sob a água sem esboçar qualquer reação. ele dá um passo à frente e eu continuo estática. de repente a porta do box se abre e ele se aproxima. sinto o seu cheiro e o seu calor até que a água vai lavando os resíduos da estranheza. como se fosse um acordo ele me beija e sinto sua barba arranhando a pele sensível do rosto. as mãos seguram firmemente minhas nádegas e o beijo se aprofunda. suas pernas se insinuam entre as minhas. de repente meu corpo acorda e num frenesi me esforço para arrancar suas roupas, todas de uma vez. ele me morde o pescoço, me arranha as costas , sua dureza contra minha barriga, meus seios nas suas mãos , seu membro em mim. o desejo corroendo os orgãos todos. a ansiedade do gozo, a violência dos sentidos, o abismo do desconhecido. me vira contra a parede, me morde a nuca, me segura firme. minhas mãos espalmadas sobre os azulejos. as mãos crispadas vaõs aos poucos se fechando e chega o gozo absurdo, libertador, absoluto. ele simplesmente se afasta , coloca as roupas molhadas e se vai. continuo sob a água. como se nada houvesse acontecido. desligo o chuveiro. me enrolo na toalha e termino o whisky. me deito no sofá para assistir ao jornal nacional.
sexta à noite. um dia terrível. cheio de confusões, pequenas tragédias e muito cansaço. o trânsito de modo geral já confuso , numa noite chuvosa torna-se completamente caótico. finalmente chego em casa. a porta excepcionalmente destrancada. droga, a empregada esqueceu aberta. foda-se. na escuridão vou até o armário de bebidas, derrubo no copo uma boa dose de whisky e tomo um gole monumental. como se para engolir todos os sapos do dia de uma só vez. vou deixando as roupas pelo caminho e chego até o banheiro. ligo o chuveiro e acendo algumas velas espalhadas sobre a pia. mais um gole de whisky e entro no box. a água quente escorrendo e levando embora o suor e as lágrimas do dia. olhos fechados, musica ao longe. vejo , de repente, um homem nas sombras. olhando fixamente para mim. minha surpresa é tamanha que eu continuo sob a água sem esboçar qualquer reação. ele dá um passo à frente e eu continuo estática. de repente a porta do box se abre e ele se aproxima. sinto o seu cheiro e o seu calor até que a água vai lavando os resíduos da estranheza. como se fosse um acordo ele me beija e sinto sua barba arranhando a pele sensível do rosto. as mãos seguram firmemente minhas nádegas e o beijo se aprofunda. suas pernas se insinuam entre as minhas. de repente meu corpo acorda e num frenesi me esforço para arrancar suas roupas, todas de uma vez. ele me morde o pescoço, me arranha as costas , sua dureza contra minha barriga, meus seios nas suas mãos , seu membro em mim. o desejo corroendo os orgãos todos. a ansiedade do gozo, a violência dos sentidos, o abismo do desconhecido. me vira contra a parede, me morde a nuca, me segura firme. minhas mãos espalmadas sobre os azulejos. as mãos crispadas vaõs aos poucos se fechando e chega o gozo absurdo, libertador, absoluto. ele simplesmente se afasta , coloca as roupas molhadas e se vai. continuo sob a água. como se nada houvesse acontecido. desligo o chuveiro. me enrolo na toalha e termino o whisky. me deito no sofá para assistir ao jornal nacional.

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